quarta-feira, 23 de agosto de 2017

MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA

 
 

MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA

O acervo do Museu Nacional de Etnologia reúne um total aproximado de 40.000 objectos oriundos de diversas partes do Mundo, embora as colecções mais representativas sejam as de Portugal, continental e insular, e as do antigo Ultramar Português.
 
O museu disponibiliza a exposição permanente “O museu, muitas coisas”, constituída por sete núcleos de vigência rotativa: o teatro de sombras de Bali; as bonecas do sudoeste de Angola; as tampas de panelas com provérbios de Cabinda; máscaras e marionetas do Mali; instrumentos musicais populares Portugueses; as talas de Rio de Onor (núcleo dedicado a um objeto) e a escultura de Franklim (núcleo dedicado a um autor), que resultam, na sua maioria, de colecções estudadas através de um programa intensivo de estágios que o museu tem vindo a promover.
 
São ainda visitáveis dois espaços de reserva: as Galerias da Vida Rural contemplam os núcleos constituídos pelas colecções ilustrativas dos temas da agricultura, pastoreio, tecnologias tradicionais e equipamento doméstico na sociedade rural em Portugal. As Galerias da Amazónia reúnem artefactos provenientes de cerca de 40 povos da Amazónia, sobretudo brasileira.

 

in “Património Cultural”(adaptação)

 

 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

PEDRO CALDERÓN DE LA BARCA - A las flores

 
 

PEDRO CALDERÓN DE LA BARCA
(Viveda, Espanha, 1600 –Madrid, 1681)

Dramaturgo e poeta

Numa altura em que a ópera italiana se impunha em toda a Europa, fez surgir uma nova forma musical em Espanha: a zarzuela.
As suas obras O jardim de Falerina e o Louro de Apolo são consideradas as primeiras manifestações do género. No entanto, a principal colaboração com Juan Hidalgo foram as óperas A púrpura da rosa, cuja música original se extraviou, e Zelos mesmo do ar matam, reestreada em 2000 no Teatro Real de Madrid.

 

in “Auditorium”
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Palavras de Pedro Calderón de la Barca
“O poder é como o raio, fere antes de avisar”

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A LAS FLORES
 
Éstas que fueron pompa y alegría
despertando al albor de la mañana,
a la tarde serán lástima vana
durmiendo en brazos de la noche fría.
 
Este matiz que al cielo desafía,
Iris listado de oro, nieve y grana,
será escarmiento de la vida humana:
¡tanto se emprende en término de un día!
 
A florecer las rosas madrugaron,
y para envejecerse florecieron:
cuna y sepulcro en un botón hallaron.
 
Tales los hombres sus fortunas vieron:
en un día nacieron y espiraron;
que pasados los siglos, horas fueron.
 
 
 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

MAX ERNST - Pintor

 
 
 
 
MAX ERNST
(Brühl, Alemanha, 1891 — Paris, França,1976)

 Pintor, escultor e poeta

Depois de ser soldado alemão na Primeira Guerra Mundial, Max Ernst, o garoto que aprendera a pintar copiando paisagens de Van Gogh, passou por uma breve fase cubista após a guerra. No ano seguinte, 1919, fundou o grupo Dada em sua terra natal (Colónia) e propôs-se destruir todos os valores estéticos de então.

Em 1922, emigrou para França, onde conheceu André Breton e ingressou no movimento surrealista. Publicou livros de poesia ilustrados e, em 1929, fez a colagem "A Mulher de 100 Cabeças", um dos ícones do surrealismo.

Em seus quadros de cores brilhantes, Max Ernst associava imagens de elementos demoníacos e absurdos com outros eróticos e fabulosos. Unia de forma irracional esses símbolos para expressar seu subjectivismo. Da mesma forma que em suas colagens, as esculturas mesclavam objectos quotidianos, como peças de automóvel e garrafas de leite, a blocos de cimento, que depois fundia em bronze.

Em 1948, obteve a cidadania americana. Voltou à Europa em 1958, naturalizando-se francês.

 

in “ComjeitoeArte”


domingo, 20 de agosto de 2017

TEATRO NACIONAL DA ÓPERA DE PARIS

 
 
 
 
TEATRO NACIONAL DA ÓPERA DE PARIS

 
A 5 de Janeiro de 1875 foi inaugurado, com uma representação que incluiu o primeiro acto de A Judia, de Halévy, uma cena de Os huguenotes, de Meyerbeer, e o ballet La source, de Minkus e Delibes. O edifício foi projectado pelo arquitecto Charles Garnier, e daí o nome de Palais Garnier que se deu ao teatro. O edifício capturou a imaginação dos seus contemporâneos com design arrojado, eclético e opulento do arquiteto.

A sala, com capacidade para mais de 2000 espectadores, tem um enorme palco, um dos maiores do mundo.

Em 1963, o pintor Marc Chagall foi contratado para pintar o tecto da Ópera de Paris.

A tela final tem cerca de 220 metros quadrados. Tem cinco secções que foram coladas a painéis de poliéster e içadas até ao tecto de 21 m. As imagens que Chagall pintou na tela prestam homenagem aos compositores Mozart, Wagner, Mussorgsky, Berlioz e Ravel, entre outros, bem como a actores famosos e dançarinos.

Muitas das telas e o tecto da Ópera representam imagens sublimes que se classificam entre as melhores poesias visuais do nosso tempo.

 
in “Auditorium” e “Arte Histórica e Contemporânea”.

 

sábado, 19 de agosto de 2017

RICARDO ALBERTY - Escritor

 
 
 
 
RICARDO ALBERTY
(Lisboa, Portugal, 1919 – 1992)

Escritor e tradutor

Frequentou o Curso Superior de Letras e o Conservatório Nacional. Concluiu o curso de Desenho e Pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes.
Traduziu obras de grandes autores, como as de Shakespeare. A sua melhor produção literária situa-se no domínio da literatura infantil, no qual se revelou um autor original e fecundo, galardoado com prémios de prestígio.
Escreveu contos, fábulas e teatro infantil e de fantoches.

Obras principais: A Galinha Verde, Os Quatro Corações do Coração, Relógio de Sol, Brincos de Cerejas, O Príncipe de Ouro, Fábulas que Ninguém me Contou e O Guarda-Chuva e a Pomba.

 

in “Livro dos Portugueses”

 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ALFREDO GUISADO - Quando eu nasci…

 

 
ALFREDO GUISADO
(Lisboa, Portugal, 1891 - 1975)

Poeta, político e jornalista

QUANDO EU NASCI…

Que mistério se ergueu quando eu nasci!
Alguém com branco giz num quadro preto
Desenhou meu perfil triste e completo.
E só desde esse dia eu existi.


Depois, não sei porquê, Alguém esquecido
Apagou co´uma esponja o risco a giz
Do meu velho perfil, e esse Alguém quis
Que eu voltasse ao meu nunca ter vivido.

Só ter-me desenhado aquela vez
Bastou p´ra que eu ficasse e não partisse
E teimasse existir-me em altivez.

A porta do meu Ser ficou aberta…
O risco a giz dentro em minha alma o disse.
O quadro preto a minha sombra incerta…

 

 
 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ENTRE DOIS ESCRITORES DE TEATRO

 
 
 
ENTRE DOIS ESCRITORES DE TEATRO
 

 
No dia da primeira representação do Íntimo chegava a Lisboa um número do Figaro com esta nouvelle à la main:
«Entre dois escritores de teatro:
   - Porque não vais nunca às primeiras representações?
  - Porque as peças, quando são más, aborrecem-me, e, se são boas, irritam-me.»
Cá vão; irritam-se e denunciam-no nos jornais, elogiando calorosamente, excessivamente, em artigos cheios de mas … e de porém ... As más não os aborrecem, como ao outro de Paris, - alegram-nos e tanto que voltam a vê-las ... a ver como está a casa. Vazia a plateia; nos camarotes algumas familias borlistas; a voz dos actores mal humorados reboa pelo casarão, duma frieza congeladora. Sentem-se mesmo ao pé da orquestra arrepios de frio. E, com a gola dó casaco levantada, sempre se goza uma tal satisfação !
 
 
in  BALAS ... DE PAPEL” – Publicação bimensal – 20 de Janeiro de 1891, dirigida por Gualdino Gomes e Carlos Sertório.
Imagem: pintura de Wassily Kandinsky (Rússia, 1866 – França, 1944).