sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

GUERRA DE TRÓIA




GUERRA DE TRÓIA

Grande guerra travada entre os Gregos e os Troianos, cuja história é contada na ILÍADA, de Homero.

Segundo a lenda, o cerco de dez anos a Tróia foi provocado por um incidente conhecido por JULGAMENTO DE PÁRIS, que levou HELENA – a bela mulher de um rei grego – a ser raptada por Páris, príncipe troiano.

Os Gregos zarparam para Tróia a fim de a libertarem, sob o comando do lendário rei AGAMÉMNON. O seu grande guerreiro, AQUILES, matou o guerreiro troiano HEITOR.

Os Gregos alcançaram uma vitória final graças ao estratagema do CAVALO DE TRÓIA e queimaram completamente Tróia.

A Ilíada não se baseou apenas em lenda e na imaginação: ocorreu de facto uma guerra cerca de 1200 a.C., 400 anos antes de o poema ser escrito.





in “Dicionário do Conhecimento Essencial”






quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

TOMÁS ALCAIDE


TOMÁS ALCAIDE
 (Estremoz, Portugal, 1901 - Lisboa, 1967)
 Tenor

 ***

Cantor lírico, o maior tenor português, frequentou o Colégio Militar e a Escola Politécnica, tendo abandonado os estudos de Medicina, em 1925, para se deslocar a Milão, onde procurou aperfeiçoar-se no belcanto. Nesse mesmo ano, estreou-se no Teatro Carcano de Milão com a ópera Mignom.

Entre 1925 e 1930, trabalhou em vários teatros da Itália e realizou um dos sonhos de todos os artistas líricos, ao ser escolhido para interpretar o papel de Mascarille, em estreia mundial, nas Preciosas Ridículas de Molière.

A sua carreira artística desenvolveu-se por outros grandes palcos, figurando em grandes cartazes líricos da Europa e da América.
Depois de se retirar dos palcos, em 1948, foi mestre de canto e encenador da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade.



in “Auditorium”

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

PENSE POR SI PRÓPRIO




PENSE POR SI PRÓPRIO

Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. 

Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. 

É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura. já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.




AGOSTINHO DA SILVA, (Porto, Portugal, 1906 – Lisboa, 1994), in “Cartas a um Jovem Filósofo”
Imagem: pintura de Wassily Kandinski 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

TARSILA DO AMARAL - Pintora



TARSILA DO AMARAL
(São Paulo, Brasil, 1886 - 1973)
Pintora, desenhista

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Uma das artistas mais conhecidas e importantes do movimento das artes no Brasil chamado Modernismo. Pintou paisagens rurais do país, cheias de manacás  (arbusto de flores grandes e perfumadas) e também figuras que marcaram sua infância interiorana e retratou criaturas do imaginário brasileiro, com cores e tons nacionais.

Aos 34 anos mudou-se para Paris, com o objectivo de aprofundar os estudos. Lá, conheceu muitos pintores, poetas e músicos. Teve contacto com movimentos artísticos de vanguarda como os chamados Impressionismo e o Cubismo.

A artista estava na Europa quando aconteceu no Brasil a Semana de Arte Moderna, em 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. O evento foi organizado por artistas e escritores como Mário de Andrade, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Oswald de Andrade.

Os modernistas, como eram chamados esses artistas, buscavam em suas obras uma nova identidade para a arte brasileira. De volta ao Brasil, Tarsila logo se juntou ao grupo dos modernistas.

Uma das fases mais importantes da obra de Tarsila é a chamada “antropofágica”. A tela Abaporu (1928) está na origem desse período. Originária do tupi-quarani, a palavra abaporu quer dizer “homem que come”. Tarsila deu o quadro de presente para Oswald de Andrade. Foi inspirado nessa pintura que o escritor modernista escreveu o seu Manifesto antropófago.

O manifesto era um texto que explicava as ideias do movimento modernista. A palavra “antropofagia” se refere ao costume dos índios antropófagos, que comiam inimigos para incorporar qualidades como a coragem e a sabedoria da pessoa devorada. Os artistas modernistas queriam deglutir (engolir, devorar) a cultura europeia, que tanto influenciava as artes brasileiras naquela época, e transformá-la em algo bem brasileiro.

Outra obra importante da pintora é Operários (1933), que marca seu mergulho em temas sociais urbanos.

in “Britannica Escola” (excertos)



A pintura Abaporu de Tarsila do Amaral é uma das obras mais representativas de sua fase antropofágica.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

JOSÉ DO TELHADO (ZÉ DO TELHADO) – Chefe Bandoleiro



JOSÉ DO TELHADO
(Castelões, Portugal, 1818 – Angola, 1875)

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Para esquecer as mágoas, alistou-se na vida militar e veio a alcançar as divisas de sargento.
Em 1846, integrou a revolta popular da Revolução da Maria da Fonte.
Por ter salvo a vida, em 1846, ao visconde de Sá da Bandeira, de quem era ordenança, recebeu a Ordem de Torre e Espada.
Perseguido por credores e inimigos políticos, passou a chefiar uma quadrilha de ladrões em 1849.
Após inúmeros assaltos e crimes foi condenado a degredo perpétuo em Angola.
O valor com que se bateu no Bembe restituiu-lhe a liberdade.
Quando preso, conviveu com Camilo Castelo Branco, que se lhe refere nas Memórias do Cárcere, que contribuiu para lhe criar uma auréola de generoso cavalheirismo, recordado na literatura de cordel e perpetuado no cinema.
Zé do Telhado é também conhecido por "roubar aos ricos para dar aos pobres" e, por isso, muitos o consideram o Robin dos Bosques português.                      




in “Livro dos Portugueses”


domingo, 7 de fevereiro de 2021

GADULKA



GADULKA

Instrumento musical búlgaro, espécie de violino com quatro cordas friccionadas e entre sete e onze cordas simpáticas. Toca-se de forma semelhante à lira.

Designa-se também por GUSLA.




in “ Auditorium”



sábado, 6 de fevereiro de 2021

SOBRE A IMAGINAÇÃO




SOBRE A IMAGINAÇÃO


As crenças insensatas são fruto dos erros e doenças da nossa imaginação: é necessário, portanto, defini-la.

A imaginação é a faculdade do nosso entendimento, que nos figura as coisas ausentes através do intelecto.

Podemos ainda explicá-la como a faculdade de recriar os objectos sensíveis e abstractos, combiná-los entre si e reproduzi-los.

A imaginação é umas vezes activa, outras vezes passiva; activa, quando se consagra a assuntos que são exclusivamente seus; passiva, quando recebe a impressão dos factos exteriores ou da imaginação de outrem. As imaginações fortes cativam as fracas. A memória e a imaginação são duas faculdades muito próximas, todavia bem distintas.

A memória recorda, a imaginação representa: a memória é para o passado, a imaginação para o presente, e para o futuro.

Há três fontes principais da imaginação: as sensações, a memória e a reflexão.





in “História da Magia” – Jules Garinet
Imagem: “Sartre e a imaginação” – pintura de Lapoujade


MALMEQUER

MALMEQUER Português, ó malmequer Em que terra foste semeado? Português, ó malmequer Cada vez andas mais desfolhado Ma...