sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Kalidasa

 
 





Kalidasa nasceu no Império Gupta, norte da Índia, pressupostamente, nos séculos IV ou V.
Foi o maior poeta e dramaturgo sânscrito clássico da Índia.

A sua poesia é reconhecida pelas belas imagens e pelo uso de metáforas.

As suas peças de teatro e poesias são, principalmente, baseadas na mitologia e filosofia hindus.
A peça Shakuntal é considerada a sua obra-prima.
 
 
 

Palavras de Kalidasa:
“As grandes almas são como as nuvens, reúnem-se para compartilhar.”
        
       
          Infinito
 
Olhe para este dia:
Pois é a vida, a própria vida da vida.
No seu breve curso
Deite-se todas as verdades e realidades de sua existência.
A bem-aventurança do crescimento,
A glória da ação,
O esplendor da realização
Mas são experiências de tempo.

Para ontem é apenas um sonho
E amanhã é apenas uma visão;
E hoje bem vivido, faz
Ontem, um sonho de felicidade
E todo amanhã uma visão de esperança.
Vejam bem, portanto, a este dia;
Essa é a saudação ao amanhecer sempre novo.
 
Kalidasa
 

 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Revistas Literárias (I) - “Contemporânea”

 
 
 
 

 
A Revista “Contemporânea” foi publicada, em Lisboa, entre 1922 e 1926.

Saíram 13 números dirigidos por José Pacheco.
Nela colaboraram, entre outros, Almada Negreiros, Américo Durão, Fernando Pessoa, João Ameal, Mário de Sá-Carneiro, Virgílio Correia, Marinetti, Eugénio de Castro, Teixeira de Pascoaes, António Sardinha.

Revista reconhecida pela qualidade gráfica e conteúdo, apresentava artigos sobre música, política, pintura, critica de arte e textos de autores portugueses e estrangeiros, aglutinando diversas tendências literárias.

Alguns do textos principais que foram publicados: O Banqueiro Anarquista, de Fernando Pessoa; Poemas de Paris, de Mário Sá-Carneiro; A Cena de Ódio, de Almada Negreiros; A Gesta da Raça, de António Sardinha; O Soneto da Decadência, de Alfredo Pimenta. 

A revista “Contemporânea” foi uma das mais importantes do modernismo português.

O político e intelectual Afonso de Bragança escreveu, em 1922no primeiro número da revista: 
“Vamos viver de novo Portugal, com outros olhos, com outras tintas, outra alma.”
 
Imagem:: Revista Contemporânea

 

 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Meditação à Beira de um Poema

 
 
 
 
 

Meditação à Beira de um Poema


 
Podei a roseira no momento certo
e viajei muitos dias, aprendendo de vez
que se deve esperar biblicamente pela hora das coisas.
Quando abri a janela, vi-a,
como nunca a vira
constelada,
os botões,
alguns já com rosa- pálido
espiando entre as sépalas,
jóias vivas em pencas.
Minha dor nas costas,
meu desaponto com os limites do tempo,
o grande esforço para que me entendam
pulverizam-se
diante do recorrente milagre.
Maravilhosas faziam-se
as cíclicas perecíveis rosas.
Ninguém me demoverá
do que de repente soube
à margem dos edifícios da razão:
a misericórdia está intacta,
vagalhões de cobiça,
punhos fechados,
altissonantes iras,
nada impede ouro de corolas
e acreditai: perfumes.
Só porque é Setembro.



Adélia Prado (Divinópolis, Minas Gerais, Brasil, 1935).

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Guillaume Apollinaire

 
 
 
 
 

Guillaume Apollinaire (Roma, Itália,1880 – Paris, França,1918)

Escritor, poeta e crítico de arte, dirigiu a poesia simbolista para os novos caminhos que já anunciavam o surrealismo.

Com 20 anos de idade foi viver para Paris.

A sua actuação foi fundamental no sentido de liderar, na literatura e na arte moderna, a fratura com conceitos estéticos, que considerava ultrapassados.

Participou em todos os movimentos de vanguarda da literatura francesa do século XX.

Editou o estudo Les Peintres Cubistes, dando a conhecer o cubismo como um escola de pintura.

Publicou Alcools, uma selecção de poemas escritos durante quinze anos, que combinavam formas de poesia clássica e moderna sem pontuação.



Palavras de Guillaume Apollinaire:

"É pela quantidade de trabalho fornecida pelo artista que medimos o valor de uma obra de arte."
 
 

           LaçosGuillaume Apollinaire é considerado uma das figuras literárias mais importantes do início do século XX. His brief career influenced the development of such artistic movements as Futurism, Cubism, Dadaism, and Surrealism, and the legend of his personality—bohemian artist, raconteur, gourmand, soldier—became the model for avant-garde deportment. Sua breve carreira influenciou o desenvolvimento de tais movimentos artísticos como o futurismo, cubismo, dadaísmo eo surrealismo, ea lenda de sua personalidade artista boêmio, contador de histórias, gourmand, soldado tornou-se o modelo para a avant-garde comportamento. Although some critics hesitate to rank him with the greatest poets of the century, Apollinaire's legacy is claimed by such important literary innovators as Philippe Soupault, Louis Aragon, Jean Cocteau, and Gertrude Stein Embora alguns críticos hesitam em classificá-lo com os maiores poetas do século, o legado de Apollinaire é reivindicada por esses inovadores literários importantes como Philippe Soupault, Louis Aragon, Jean Cocteau, e Gertrude Stein . Shortly before Apollinaire died, author Jacques Vache wrote to Andre Breton, the leader of the Surrealist movement: "[Apollinaire] marks an epoch. The beautiful things we can do now!" Pouco antes de Apollinaire morreu, autor Jacques Vache escreveu a André Breton, líder do movimento surrealista: "[Apollinaire] marca uma época As belas coisas que podemos fazer agora."
 
 
Cordas feitas de gritos
Sons de sinos através da Europa
Séculos enforcados
Carris que amarrais nações
Não somos mais que dois ou três homens
Livres de todas as peias
Vamos dar-nos as mãos
Guillaume Apollinaire é considerado uma das figuras literárias mais importantes do início do século XX. His brief career influenced the development of such artistic movements as Futurism, Cubism, Dadaism, and Surrealism, and the legend of his personality—bohemian artist, raconteur, gourmand, soldier—became the model for avant-garde deportment. Sua breve carreira influenciou o desenvolvimento de tais movimentos artísticos como o futurismo, cubismo, dadaísmo eo surrealismo, ea lenda de sua personalidade artista boêmio, contador de histórias, gourmand, soldado tornou-se o modelo para a avant-garde comportamento. Although some critics hesitate to rank him with the greatest poets of the century, Apollinaire's legacy is claimed by such important literary innovators as Philippe Soupault, Louis Aragon, Jean Cocteau, and Gertrude Stein Embora alguns críticos hesitam em classificá-lo com os maiores poetas do século, o legado de Apollinaire é reivindicada por esses inovadores literários importantes como Philippe Soupault, Louis Aragon, Jean Cocteau, e Gertrude Stein . Shortly before Apollinaire died, author Jacques Vache wrote to Andre Breton, the leader of the Surrealist movement: "[Apollinaire] marks an epoch. The beautiful things we can do now!" Pouco antes de Apollinaire morreu, autor Jacques Vache escreveu a André Breton, líder do movimento surrealista: "[Apollinaire] marca uma época As belas coisas que podemos fazer agora."
 
Violenta chuva que penteia os fumos
Cordas
Cordas tecidas
Cabos submarinos
Torres de Babel transformadas em pontes
 
Aranhas-Pontífices
Todos os apaixonados que um só laço enlaçou
 
Outros laços mais firmes
Brancas estrias de luz
Cordas e Concórdia
 
Escrevo apenas para vos celebrar
Ó sentido ó sentidos caros
Inimigos do recordar
Inimigos do desejar
 
Inimigos da saudade
Inimigos das lágrimas
Inimigos de tudo o que eu amo ainda
 
 
Guillaume Apollinaire
Tradução: Jorge de Sena
 

 
 

 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Prémio Camões - 2003

 
 
 
 
 
 
 

Rubem Fonseca nasceu no dia 11 de Maio de 1925, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.

Foi galardoado com o “Prémio Camões”, em 2003, pelo conjunto da sua obra. Recebeu-o, no Brasil, em Maio do mesmo ano.

Publicou mais de trinta livros, entre os quais: Agosto, O Caso Morel, O Selvagem da Ópera, Amálgama”.

Participou na antologia Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século.

É um prestigiado escritor de roteiros cinematográficos.


Palavras de Rubem Fonseca:
"Leio os jornais para saber o que eles estão comendo, bebendo, e fazendo. Quero viver muito para ter tempo de matar todos eles."


Excerto do conto “Raimundinha"

Só tenho duas filhas, uma de catorze anos chamada Jacqueline e outra de treze de nome Gisele, porque uma das patroas que tive era uma médica que trabalhava na prefeitura e ela me disse que ia fazer ligadura das minhas trompas mas que ninguém podia saber porque era proibido fazer aquele tipo de operação num hospital público, o governo e os padres não deixavam, se soubessem ela perdia o emprego. Então ela fez escondido fingindo que estava tratando uma infecção urinária.

O pai das meninas me deu um pontapé na bunda quando elas ainda eram pequenas, levou tudo com ele, até a televisão, e eu fiquei cuidando delas sozinha. Tive outros homens, mas eles não puderam fazer filhos em mim graças à santa da minha patroa, o nome dela era doutora Raquel.

Depois de algum tempo fiquei sem homem dentro de casa, eram todos pessoas muito ruins, teve até uns que batiam em mim, um deles quebrou esse meu dente da frente com um soco. Então, eu me desiludi de homem e decidi viver sozinha. (…)

Rubem Fonseca, in “Ela e Outras Mulheres”

 
 

domingo, 14 de setembro de 2014

Os Namorados Lisboetas

 
 




                                Os Namorados Lisboetas

 
Entre o olival e a vinha
o Tejo líquido jumento
sua solar viola afina
a todo o azul do seu comprimento

tendo por lânguida bainha
barcaças de bacia larga
que possessas de ócio animam
o sol a possuí-las de ilharga.

Sua lata de branca tinta
vai derramando um vapor
precisando a tela marinha
debuxada com os lápis de cor

da liberdade de sermos dois
a máquina de fazer púrpura
que em todas as coisas fermenta
seu tácito sumo de uva.

 

Natália Correia, in "O Vinho e a Lira”
Imagem: quadro do pintor português Alfredo Keil (1850-1907).                  

sábado, 13 de setembro de 2014

Ella Wheeler Wilcox

 
 
 
 


Ella Wheeler Wilcox (1850-1919) nasceu em Johnstown, Wisconsin, Estados Unidos da América.

 Poetisa popular, os seus poemas expressam sentimentos de alegria e optimismo, assim como uma visão positiva do mundo.

Publicou, em 1915, um opúsculo sobre o Novo Pensamento, que obteve sucesso editorial.

Tinha uma genuína crença Teosófica na reencarnação.

Em 1918, publicou a autobiografia intitulada The Words and I.

 

 

 
Palavras de Ella Wheeler Wilcox:

 “Ri e o mundo rirá contigo; chora e chorarás sozinho.”

 




             Os Ventos do Destino
 
 
Um barco sai para o leste
e o outro para o oeste
Levados pelos mesmos ventos que sopra:
É a posição das velas,
E não os temporais,
Que lhes dita o curso a seguir.

Como os ventos do mar são os ventos do destino
Quando navegamos ao longo da vida:
É a posição da alma
que determina a meta,
e não a calmaria ou a borrasca.
 
 
Ella Wheeler Wilcox



MALMEQUER

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