Marianne Moore (St.Louis, Missouri, EUA,
1887 – Nova Iorque, 1972).
É uma das
grandes figuras da poesia modernista norte-americana.
Em 1915,
começou a publicar os seus poemas em revistas como a Poetry e a The Egoist.
Escolhendo
como tema dos seus livros pequenos animais e aves que perscrutavam com vista
penetrante e afectuosa, publicou: Poemas
(1921).
Em 1954, o
Governo francês distinguiu-a com o grau de cavaleiro da Legião de Honra pela
sua tradução das Fábulas, de La
Fontaine, publicada nos Estados Unidos (1954), classificando-a como a
«primeira-dama da poesia… um dos raros verdadeiros inventores de poesia do
nosso tempo».
Palavras de Marianne Moore:
“Reconhecemos
o poder criativo pela sua capacidade de conquistar o distanciamento.”
Silêncio
Meu pai frequentemente dizia:
"As melhores pessoas nunca fazem longas visitas,
não precisam visitar o túmulo de Longfellow
ou as flores de vidro em Harvard.
Auto-suficientes como o gato, -
que leva a presa por um pedaço isolado,
a cauda do rato como um laço de sapato pendendo da boca -
às vezes gostam da solidão,
e podem ficar sem palavras
vendo as palavras que as encantaram.
O sentimento mais profundo sempre se mostra em silêncio;
não silenciando, mas se contendo";
Também era sincero quando dizia: "Faz de minha casa sua
hospedaria"
Hospedarias não são casas.
Tradução: Gabriel Resende Santos
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