quinta-feira, 7 de julho de 2016

A FLAUTA MÁGICA – Um conto de fadas maçónico





A FLAUTA MÁGICA – Um conto de fadas maçónico


As duas últimas óperas de Mozart foram a ópera séria A clememência de Tito, estreada em Praga a 6 de Setembro de 1791, e o singspiel A flauta mágica, estreada com grande sucesso a 30 do mesmo mês no “Theater auf der Wieden”. 

Este último local, situado nos arredores da cidade e de público maioritariamente popular, era propriedade de Emanuel Schikaneder, que, além de director do teatro, era cantor, actor e dramaturgo. É seu o libreto de A flauta mágica, para o qual se inspirou em numerosas fontes, desde textos contemporâneos de Liebeskind ou Jean Terrasson até contos de fadas tradicionais. 

A história narra o itinerário vital do jovem Tamino seguindo o seu amor, Pamina, filha da desleal Rainha da Noite. Esta, através de enganos, incita Tamino a enfrentar Sarastro, que é um homem santo e pai de Pamina. Tamino descobrirá o engano e tanto ele como o seu companheiro, Papageno, encontrarão o amor em companhia das suas respectivas amadas. 

A obra deve interpretar-se como uma elaborada alegoria sobre um dos temas maçónicos por excelência: a procura da harmonia e a transcendência da alma. 

Sob o ponto de vista musical, A flauta mágica é a soma de numerosas referências estilísticas, entre as quais são de citar a simbologia maçónica, já mencionada, outros singspiel da época e as formas contrapontísticas inspiradas por Bach.



in “Auditorium – Cinco Séculos de Música Imortal”

Imagem: cena de A flauta mágica

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